terça-feira, 26 de julho de 2011

Desafio

Evandro Oliveira, autor do blog Sabor da Letra, respondeu ao desafio e lançou o mesmo para quem se interessasse. Gostei.




1 - Existe um livro que você leria e releria várias vezes?
Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez

2 - Existe um livro que você começou a ler, parou, recomeçou, tentou e tentou, mas nunca conseguiu ler até o final?
Sim. Germinal – Émile Zola

3 - Se você escolhesse um livro para ler para o resto da sua vida, qual seria ele?
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

4 - Que livro você gostaria de ter lido, mas que, por algum motivo, nunca leu?
Crime e Castigo – Dostoiewski

5 - Qual livro que você leu cuja "cena final" você jamais conseguiu esquecer?
Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa
“O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano. Travessia.”

6 - Você tinha o hábito de ler quando criança? Se lia, qual tipo de leitura?
Sim. O primeiro livro que me fez chorar de emoção foi Meu Pé de Laranja Lima – José Mauro de Vasconcellos. O salto entre infanto-juvenil e os clássicos se deu com Machado de Assis.

7 - Qual o livro que você achou chato, mas ainda assim o leu até o final?
Morte em Veneza – Thomas Mann

8 - Indique alguns dos seus livros favoritos.
A Chave da Casa – Tatiana Salem Levy
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
Dom Casmurro – Machado de Assis
Budapeste – Chico Buarque
Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa
Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez
Poemas de Álvaro de Campos – Fernando Pessoa
Hamlet – Shakespeare
A Casa dos Budas Ditosos – João Ubaldo Ribeiro
Atonement – Ian McEwan
O Apanhador no Campo de Centeio – J.D. Salinger
The Bluest Eye – Toni Morrison
Um Bonde Chamado Desejo – Tennessee Williams
Lavoura Arcaica – Raduan Nassar

9 - Qual livro você está lendo no momento?
Relendo Chico Buarque – Estorvo, Benjamim, Budapeste e Leite Derramado; Jorge Amado – Capitães da Areia; George Orwell – A Revolução dos Bichos. Professora de Literatura aspirante a doutoranda em Literatura Brasileira é assim, lê mil coisas ao mesmo tempo...

***

E aí? Alguém topa o desafio?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Happy end... or beginning?

"When you realize you want to spend the rest of your life with somebody, you want the rest of your life to start as soon as possible."


O resto da minha vida começou há mais ou menos nove meses. 

E com ele vieram: 

Tranquilidade 

Amor

Vontade de viver

Vontade de crescer

FELICIDADE.

Obrigada por me mostrar que é possível.


Eu te amo.






quarta-feira, 29 de junho de 2011

The mirror of my dreams...

"Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is she..."



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Welcome Winter with Hot Cocoa!

A cozinha é o espaço da casa que mais gosto depois da cama. Adoro cozinhar, criar receitas próprias, adaptar receitas alheias... Poucas coisas me fazem tão bem quanto ver o sorriso de satisfação das pessoas que amo ao provar algo que eu mesma preparei, sempre com carinho e capricho.

O blog, espaço do qual também gosto bastante, sempre foi uma espécie de consultório sentimental; uma válvula de escape para desabafos, recados subliminares, comemorações. Mas, em mais de um ano de vida do Pecado... , nunca escrevi um post compartilhando uma receita da qual tenha gostado muito.

Assim, para marcar a chegada definitiva do inverno, no primeiro dia de frio desumano, com direito a ventos perturbadores em Porto Alegre, decidi publicar aqui uma receita muito simples que coloquei em prática hoje e fez muito sucesso: chocolate quente. Aquele, cremoso e gostoso, que esquenta e adoça até as almas mais gélidas. 

Lá vai:

Ingredientes
2 xícaras de leite
3 colheres de sopa de chocolate em pó (aquele dos frades... nada Nescau, Toddy ou assemelhados)
4 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de Maizena
1 caixinha de creme de leite

Modo de Preparo
No liquidificador, bata o leite, o chocolate em pó, o açúcar e a Maizena.
Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até ficar bem quente.
Antes de ferver, acrescente o creme de leite e siga mexendo até ficar bem cremoso.

Fica uma delícia com chantilly ou, como eu prefiro, apenas umas bolinhas de marshmellow...

E não é que o inverno nem parece tão ruim assim?

Welcome, Mr. Winter!



segunda-feira, 13 de junho de 2011

123 anos do Grande Fingidor




Depois de um alguns dias impregnados de Fernando Pessoa, antes de outros que estão por vir com meus queridos alunos da 8ªB do Guanella, deixo aqui minha homenagem ao poeta português, mestre infinito como o mar infinito. O meu favorito entre os mestres infinitos.

Aí vai uma seleção de trechos de um belo e longo poema, que, de certa maneira, explica um pouco da multiplicidade de personalidades que encontramos em sua obra. Momento de prazer estético inenarrável. Sem mais delongas, voilà.


PASSAGEM DAS HORAS
 
(Álvaro de Campos)

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

(...)

Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei
Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,
Consangüinidade com o mistério das coisas, choque
Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,
Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz.

(...)

Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo,
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco - não sei qual - e eu sofri. 
Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos, 
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse. 
Amei e odiei como toda gente,
Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo,
E para mim foi sempre a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.

(...)

Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.

(...)

Eu quero ser sempre aquilo com quem simpatizo,
Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo,
Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia, 
Seja uma flor ou uma idéia abstrata,
Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus. 
E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo.
São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores,
E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também,
Porque ser inferior é diferente de ser superior,
E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão.
Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de caráter,
E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades,
E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles,
E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens.

(...)

Multipliquei-me, para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.

(...)

Sentir tudo de todas as maneiras,
Ter todas as opiniões,
Ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
Desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,
E amar as coisas como Deus. (...)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

E quem um dia irá dizer...

... que existe razão nas coisas feitas pelo coração?




E quem irá dizer que não existe razão?