Um ano que começou com festas, bebedeiras e muitos novos amigos. Janeiro e fevereiro passaram assim, com uma magia toda especial. Naquele momento, era tudo que eu queria; meu ideal de paraíso.
Em março, o que deveria representar um inevitável choque de realidade foi somente uma redução no ritmo desenfreado da curtição. O retorno ao trabalho me obrigou a dar uma sossegada, mas não cessou a loucura dos finais de semana.
Abril e maio trouxeram uma certa tranquilidade, talvez devido ao fim do verão. Além disso, algumas confusões acabaram por dividir definitivamente o grande grupo de amigos que havia se formado poucos meses antes. O clima de curtição deu lugar a uma atmosfera pesada, que nunca mais nos deixou.
Na virada de maio para junho, sofri com a perda daquela que, durante aproximadamente cinco meses, foi a pessoa mais presente em minha vida; aquela que eu tinha certeza que seria minha melhor amiga para sempre. Infelizmente, uma mancada minha, pela qual não me perdôo até hoje, fez com que ela se afastasse de mim. No fundo, ainda guardo uma esperança de que a situação possa ser revertida ou, pelo menos, amenizada, embora tenha consciência de que isso, sim, será para sempre. Enfim, bola para frente.
Nesse mesmo período, como se fosse alguma força superior mandando um alívio para a tensão, uma outra pessoa surgiu em minha vida e me mostrou, entre MUITOS altos e baixos, a felicidade. Iniciou-se, então, a temporada das complicações, na qual me descobri muito mais persistente e paciente do que jamais imaginei que pudesse ser.
A melhor palavra para definir os dias que se estenderam desde o início de junho até meados de setembro é INCERTEZA. Incerteza para todos os lados. Incerteza esta que, no fim das contas, serviu para fortalecer o que hoje é meu porto-seguro.
Agora, iniciando a última semana do ano e fazendo um balanço de tudo que vivi nesses doze meses, concluo que, apesar de todos os contratempos, a vida tem sido bastante generosa comigo. Dei por encerrada a fase de loucura pós-divórcio. No trabalho, continuo realizada, dando aula na instituição que mostra diariamente o prazer e, às vezes, a inevitável dor de ser professora por opção. Pessoas maravilhosas surgiram e se tornaram indispensáveis; outras, lamentavelmente, tiveram apenas uma breve passagem, mas deixaram suas marcas - sobretudo, aprendizado e muita saudade; alguns laços se estreitaram definitivamente; e até uma amizade que havia ficado para trás foi revitalizada com força total.
Não farei previsões nem projetarei desejos para o próximo ano, pois, como escrevi num outro post, abri mão de planejar o futuro já há algum tempo. Só espero que as conquistas de 2010 se mantenham e que a felicidade do presente permaneça ao meu lado sempre.
E por fim, confirma-se o ditado. Após a tempestade, vem a calmaria. Com todos os nós desatados, aguardo 2011 de coração aberto, ocupado e MUITO feliz.