Sinto
Sinto tudo, sinto demais
Sinto falta, sindo dor
Sinto alegria e sinto vontades
Quero a sua companhia o tempo todo
E aprecio os momentos de solidão
Faço coisas pensando em mim
Pensando em mim, faço coisas por você
Todo o sentido da vida se altera
Quando o mundo é você e eu
Sinto o sangue quente
Sinto a pulsação acelerada
Sinto o ar se esvair
Sinto o suor escorrer
Sinto meus olhos se fechando lentamente
Meu corpo fala
Meus olhos não conseguem disfarçar
Meu sorriso cresce
Minhas lágrimas têm múltiplos significados
Minhas sensações são sempre intensas
Entrego a você
Meu coração e meus pensamentos
Meus desejos e minhas atitudes
Minhas escolhas e minhas vitórias
Minhas alegrias e minhas tristezas
Dedico a você
Todo sentimento
Que explode sob a minha pele
Desejo que viva em você
Todo o amor que há em mim.
"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." Fernando Pessoa
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Da renovação
O ser humano tende a se acomodar - no trabalho, no jeito de se vestir, de se alimentar, de se relacionar com pessoas em diversos âmbitos. Tendemos a achar que se está bom de determinado jeito, não precisamos rever, repensar, reorganizar nada. Gostamos de pensar que aquele emprego vai continuar sendo nosso, que aquelas roupas sempre vão servir, que aquela comida gostosa sempre vai fazer bem, que aquele relacionamento nunca vai se abalar. E de repente, perdemos o emprego, a calça não entra mais, a comida engorda, e o relacionamento entra em crise. Assim, sem mais nem menos. Colapso total.
O tempo passa, e aprendemos que nada acontece sem mais nem menos, de uma hora para outra. Tudo na vida é um processo. O que colhemos hoje é resultado do que fomos plantando ao longo dos dias. Cedo ou tarde, chega a hora da colheita, e não podemos fugir dela e nem torná-la responsabilidade de outra pessoa além de nós mesmos. O problema é quando a colheita não é satisfatória. Esse é o momento de pensar sobre atitudes que conduziram ao resultado que se apresenta. É hora de reavaliar pensamentos, escolhas, objetivos, necessidades. E, principalmente, é tempo de pensar sobre o que precisa ser modificado.
Mudar significa sair da zona de conforto. Deixar de lado aqueles velhos hábitos, inclusive aqueles que estão lá no nosso dia-a-dia, sem sequer nos darmos conta deles. Aceitar que as pessoas à nossa volta pensam e sentem as coisas de formas diferentes; que aquilo de falamos de forma tão natural e sem más intenções pode machucar quem está ao nosso lado; que o que deixamos de falar também pode ser interpretado de maneira equivocada. Mudar é evoluir.
Evoluir é o que todos desejam, mas só acontece quando sabemos o que queremos. Quando temos certeza de onde queremos chegar, traçamos caminhos e buscamos maneiras de percorrê-los. Quando esbarramos numa parede intransponível, podemos escolher entre sentar e esperar que a parede se desintegre sozinha, ou retornar ao ponto de partida e refazer a rota. É difícil. É cansativo. É doloroso. É necessário.
E como é bom chegar lá depois de todos os tropeços e recomeços... Como é bom saber que a vida nos dá novas chances. Como é bom saber que temos a capacidade de parar tudo, mudar tudo, começar tudo de novo. Como é bom jogar fora as roupas velhas e encher os armários com coisas novinhas em folha. Como é bom conviver com pessoas que nos mostram onde estamos errando e nos ajudam a crescer.
A vida é boa e cheia de possibilidades. Precisamos nos desprender daquilo que nos deixa ancorados sempre no mesmo lugar. Precisamos não ter medo de enfrentar os obstáculos. Precisamos saber agir quando isso nos é exigido, mesmo que signifique adotar maneiras totalmente diferentes daquelas com as quais estamos acostumados. Precisamos ceder de vez em quando. Precisamos nos relacionar com pessoas que nos fazem bem, pois são elas que nos ajudam a encontrar nossos caminhos. Precisamos cuidar de quem cuida de nós.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Crônica de Infância: da superação de um grande trauma
Aos 5 anos de idade, ela acordava cedo todos os dias para assistir ao Show da Xuxa. Usava roupa da Xuxa, tênis e sandálias da Xuxa, acessórios da Xuxa, cosméticos da Xuxa. Atormentava a vida dos pais cada vez que a Xuxa lançava um novo LP. Sonhava em passear na nave da Xuxa e tomar café da manhã com a Xuxa. Sonhava também em ser Paquita e sabia todas as músicas e coreografias de cor.
Um dia, ao chegar da escola, sai em busca da sua fita cassete das Paquitas para praticar um pouco antes de fazer as tarefas de casa e encontra, colado na fita, um adesivo escrito Chico Buarque, com a letra do pai. Ingenuamente, arranca fora o adesivo de uma só força. "Chico Buarque? Quem é esse? Essa é minha fita das Paquitas!" Coloca a fita para tocar e leva o primeiro grande susto de sua vida: o som quem vem dela não se parece em nada com o "Quem quer pão, pão, pão, pão? Bom estar contigo na televisão...". No lugar da alegre melodia das garotas, saía uma música velha, chata, parada, na voz de um homem claramente velho, chato e parado, esperando uma tal de banda velha, chata e parada passar. Banda? Que história é essa de banda, meu Deus?
Ela chora. Ela se desespera. Ela quer acordar desse pesadelo. Se naquele tempo os telefones celulares existissem e fossem objetos tão corriqueiros como são hoje, ela teria ligado imediatamente para o pai, a cobrar, sem dó nem piedade, para perguntar que droga de Chico Buarque era aquele gravado na sua fita das Paquitas. Tudo o que podia fazer, no entanto, era chorar. Chorar e procurar um LP da Xuxa para ouvir enquanto se lamentava. Vida injusta!
O tempo passou, e o trauma foi superado sem maiores dificuldades. Na adolescência, ela descobriu Legião Urbana, Paralamas, Barão Vermelho, Titãs. Contraditoriamente, como qualquer adolescente daquele tempo, descobriu que a melhor banda do mundo era na verdade Backstreet Boys, que o melhor canal de televisão do mundo era a MTV e que a melhor maneira de utilizar o dinheiro que ganhava do pai toda semana era no shopping, no McDonald's e em revistas e pôsteres dos artistas que tanto admirava. Enquanto isso, seus pais continuavam ouvindo as músicas daquele velho que arruinara com seu sonho de infância.
Lá pelos 16 anos, já se achando muito adulta, naturalmente, ela resolveu dar uma conferida nos discos do Chico Buarque que havia em sua casa. Escondido, é claro. Ouviu uma vez. Ouviu outra vez. E de novo. E de novo. Achou que seria legal ter as letras, para poder cantar junto. Leu uma por uma. Cantou uma por uma. E fez isso vários dias seguidos.
Deu o braço a torcer. Não que o velhinho é bom? Depois disso, descobriu Tom Jobim, Toquinho, Vinícius, Caetano, Gil, Djavan e por aí vai. Sem se dar conta, se tornou fã, amante e defensora da música popular brasileira.
Aos 17, entrou na faculdade de Letras. Mergulhou na literatura brasileira. Descobriu sua mais nova paixão. Descobriu também que aquele mesmo Chico Buarque das músicas escrevia livros. Escreveu um trabalho de conclusão de curso e uma dissertação de mestrado sobre os romances dele. Comprou todos os discos, dvds e livros sobre o assunto que encontrou pela frente. Abarrotou as prateleiras de casa com uma biblioteca de primeira qualidade.
Hoje, aos 30, ela se recorda com nostalgia e nenhuma vergonha das tardes que passava dançando ao som da rainha dos baixinhos e suas garotas. Ela se diverte ao lembrar-se do seu primeiro grande trauma. Ela chora de saudade do pai, que agora mora longe. Ela agradece à mãe, por ter lhe influenciado tanto no seu gosto pela arte e pela cultura. Ela se emociona ao ouvir certas canções do Chico Buarque que lhe tocam o fundo da alma. Ela lê e se dedica com afinco à difícil tarefa de formar novos leitores e novos admiradores de todas as formas de arte.
Ela entende que o amadurecimento é um processo longo e cheio de etapas - todas elas inesquecíveis e indispensáveis. Agora ela só deseja continuar aprendendo e crescendo, com o pai, com a mãe, com os amigos, com os alunos, com os livros... pois tem a certeza de que se chegar o dia em que acreditará saber tudo sobre todas as coisas, sua vida terá chegado ao fim.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Mais um ano, menos um ano...
O último post tem mais de um ano. Falava sobre os meus recém completos 29 anos. Pois bem. Agora já completei 30. Entrei em crise vários meses antes do meu aniversário. Senti a velhice em cada molécula do meu corpo, pelo simples fato de estar completando três décadas de vida. Quanta bobagem...
Na virada dos 29 para os 30, muitas mudanças ocorreram. E muitas outras coisas continuam exatamente iguais. As mudanças não tem nada a ver com a quantidade de anos que tenho acumulados. Tem a ver com minha experiência, com meu trabalho, com minha evolução pessoal. O que não mudou, continua igual simplesmente porque eu não quero que seja diferente.
2013, que ainda não acabou, mas já está mais para lá do que para cá, foi um ano corrido como todos os outros. Cheio de atividades, cheio de planos, cheio de problemas e cheio de alegrias, como acredito que serão todos os próximos. 2013 me trouxe muito crescimento pessoal e profissional. Tomei decisões, coloquei-as em prática e enxerguei resultados. E com muita ansiedade espero por mais resultados nesse restinho de ano.
O tempo parece cada vez mais acelerado. Chegamos a mais um final ano e ainda me pergunto: tão rápido? Como? Por quê? Por que é que na infância o Natal demora tanto a chegar? Provavelmente porque esperamos por ele com tanta ansiedade e não temos muito com o que ocupar a cabeça ao longo dos dias. Hoje, o final de ano significa correria, trabalho em excesso, prazos, fechamentos. Ninguém morre de vontade disso. Queremos férias, verão, praia. Claro que sim. E é essa contradição que gera o misto de angústia e euforia que me toma nessa época.
Gostaria de ter mais tempo. Gostaria que o dia tivesse mais horas. Aí penso que se eu tivesse mais tempo e o dia tivesse mais horas, provavelmente seriam preenchidos com mais trabalho. Pensando bem, está bom assim. Com toda a loucura, com toda a falta de tempo que todos adoramos gritar aos sete ventos, consegui manter o meu trabalho em dia; consegui iniciar uma nova etapa na minha vida profissional - o ensino superior; consegui retomar minha vida acadêmica, que estava estagnada havia 4 anos; consegui cuidar da minha saúde; celebrei meus 30 anos ao lado de familiares e amigos realmente importantes para mim - gente que está na minha vida há mais de uma década e também os que entraram nela há menos tempo. Enfim, acho que termino o ano de 2013 com saldo positivo. E o melhor de tudo, cheia de expectativas.
Só desejo que os últimos dias deste ano reservem mais alegrias - para mim e para as pessoas com quem me importo. Desejo que as lágrimas de angústia sejam logo substituídas pelo suspiro de alívio e tranquilidade e pela sensação de dever cumprido. Desejo que a vida continue sendo generosa comigo e que meus momentos de estresse elevado à milésima potência não me transformem numa pessoa amarga - que façam de mim apenas uma pessoa normal, que tem altos e baixos como qualquer outra. Desejo continuar podendo compartilhar minhas tristezas e meus sucessos com as pessoas que contribuem para que eu me considere, de fato, uma pessoa abençoada. Desejo que essas mesmas pessoas nunca deixem de enxergar em mim uma fonte de apoio, carinho e atenção. Desejo, desejo, desejo... Desejo uma infinidade de coisas. E sei que obtê-las depende, acima de tudo, de mim mesma.
"Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo..."
Caetano Veloso
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
2.9
De repente (nem tão de repente assim) você abre os olhos numa manhã ensolarada de quarta-feira e se dá conta de que está completando 29 anos. Isso mesmo. Quase 30. Não dá mais para se enganar. Você é praticamente uma balzaquiana. Você é, definitiva e inescapavelmente, uma pessoa adulta.
E agora?
Agora não dá mais para ter crises existenciais adolescentes. Não pode mais assistir desenho. Não pode mais jogar Banco Imobiliário com os amigos. Não pode mais comer porcarias. Não pode mais pedir colo da mamãe. Não pode mais chorar por qualquer bobagem. Não pode mais ficar feliz com coisas simples, como as crianças ficam.
Agora você precisa ser uma pessoa séria. Você deve ser 100% segura sobre quem é e sobre o que deseja na vida. Você não deve ter dúvidas. Você deve assistir a telejornais, documentários e filmes de grandes cineastas europeus. Você deve ter uma vida financeira estável, bom emprego, carro, apartamento. Você deve ocupar seu tempo livre com atividades de adulto, nada de jogos e brincadeiras. Você deve se alimentar corretamente, comer muitas frutas e verduras e tomar muita água. Você deve ter controle emocional e resolver seus problemas no terapeuta.
Certo?
Certo. Mas e eu? Eu que tenho crises periódicas; eu que gosto tanto de jogar com os amigos; eu que gosto tanto de comer pipoca e chocolate; eu que choro com a maior facilidade do mundo; eu que adoro o colo do minha mãe; eu que prefiro passar um Revellion apertada numa kitinete com os amigos que mais amo a passar sozinha num resort de luxo; eu que nem sempre quero assistir coisas de adulto; eu que ainda não tenho uma vida financeira muito estável; eu que tenho quase nenhum controle emocional... eu que completei 29 anos há dois dias e ainda não consigo acreditar que já vivi tanto... E eu?
Eu estou me acostumando aos poucos com a ideia de ser uma pessoa adulta. Todas as responsabilidades inerentes a isso me vieram muito antes de eu me tornar uma adulta de fato. Trabalho, contas a pagar. Tudo isso, eu tiro de letra há bastante tempo. E com o resto da lista, juro que não me preocupo. Tenho uma vida boa. Vivo rodeada de pessoas incríveis, que só me acrescentam coisas boas e caminham adiante comigo. Levantar todos os dias quase de madrugada para ir trabalhar não é uma tortura para mim. Antes, o contrário. Meus momentos de lazer e diversão são verdadeiros e me fazem muito feliz. Sei que estou no caminho certo. E sei também que as crises fazem parte do caminho. E se alguma coisa der errado, independente da minha idade, sempre terei o colinho da minha mãe...
Feliz aniversário para mim!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Do silêncio
Ele pode ser constrangedor, mas também pode ser um alívio. Há certos momentos em que é o meu maior desejo. Em outros, minha maior angústia. Às vezes, ele é tão cheio de significado que uma única palavra arruinaria com tudo. Outras vezes, nem todas as palavras de todos os dicionários do mundo seriam suficientes para me fazer compreendê-lo. Há quem diga que nada é capaz de expressar o inexprimível como o silêncio.
Ainda bem que a ambiguidade existe. Ainda bem que tudo pode ser bom e ruim ao mesmo tempo. Ainda bem que as pessoas são diferentes e que elas mudam com o passar do tempo. Difícil seria se todos quisessem sempre o barulho. Igualmente complicado seria se todos preferissem o silêncio constante.
Ultimamente, tenho desejado profundamente o silêncio e a paz que vem junto com ele. Não sei se é velhice ou só cansaço, mas o fato é que o barulho, o burburinho, a agitação me deixam com os nervos à flor da pele. Talvez seja por isso que eu tenho preferido calar a manifestar certas opiniões para tentar mudar o imutável, evitar o inevitável...
Mas o que fazer quando, sem nenhum aviso, palavras inexplicavelmente pontiagudas entram pelos seus ouvidos e se espalham pelo corpo e pela cabeça, para finalmente escorrer pelos olhos? Este é momento de falar. De revidar. Retrucar. Justificar. E no entanto, nada além dele... o silêncio...
Não há palavras suficientes para explicar o que acontece do lado de dentro; mas o que vem de fora também não se pode entender. Nessa hora eu gostaria de explodir em palavras; falar, falar, falar... até que não restassem mais palavras a serem ditas. Ao mesmo tempo, não posso evitar me recolher ao meu silêncio particular. Nele eu encontro abrigo, paz e tranquilidade, apesar de tudo.
O silêncio é sempre uma boa opção, mesmo quando não é a melhor. É preferível não dizer nada do que deixar transbordar a verborragia ressentida, que magoa, fere, machuca, muitas vezes irremediavelmente. As palavras precisam ser pensadas, elaboradas, organizadas. É preciso sempre levar em consideração o momento em que são ditas. Uma vez lançadas, jamais podem ser retiradas. Já o silêncio, este não requer prática nem habilidade; a qualquer momento, é bem vindo. Prefiro me arrepender de ter ficado calada a lamentar ter dito coisas desnecessárias, que não poderão ser "desditas".
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Da responsabilidade
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Saint-Exupéry e seu clássico O Pequeno Príncipe acabaram por se tornar um grande clichê, de tão citados, reproduzidos, compartilhados e curtidos. Certa vez, disse neste mesmo blog que todo clichê é uma grande verdade. Nesse caso, não me parece diferente.
O que entristece é notar que muitas pessoas sequer percebem o quanto cativaram alguém e se tornaram importantes. E, se percebem, não fazem muita questão de valorizar o sentimento. Ou, até mesmo, não sabem como fazê-lo. O fato é que o senso de responsabilidade anda perdido.
Pessoas entram em nossas vidas sem serem convidadas e nela permanecem, ou não, pela nossa própria vontade, na maioria dos casos. Quando permanecem, é porque cativaram e foram cativadas; é porque se tornaram realmente importantes. E cada uma das pessoas que considero minhas amigas são imprescindíveis à sua maneira. Faço questão de suas presenças; valorizo o sentimento que tenho por elas e o que elas têm por mim. E é por isso que fico tão triste quando sinto que a minha consideração e a minha amizade estão sendo escanteadas, sem que eu consiga pensar em um único motivo plausível.
Quem entra de verdade na minha vida, como se fosse um membro da família, faz falta quando some.
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