segunda-feira, 1 de março de 2010

Roda Viva

A minha curta experiência de vida tem me mostrado a inutilidade de planejar. De que adianta passar a vida planejando mil coisas se, de repente, não mais que de repente, o acaso sempre termina por nos surpreender, nos sacudir e nos fazer repensar tudo aquilo que tínhamos certeza que daria tão certo?

De acordo com os planos que eu tinha até pouco tempo atrás, eu jamais poderia estar acordada num domingo, às 2h43 da manhã, escrevendo um post no meu blog. Deveria estar aproveitando as poucas horas de sono antes de ter que acordar para a próxima mamada do bebê. Pasmem.

Flashback...

Quando estava no 2º ano do Ensino Médio, em Curitiba, me apaixonei pelo irmão de umas das minhas melhores amigas do colégio. Começamos a namorar e rapidamente entendi que meu primeiro namorado sério era o amor da minha vida. Não podia viver sem ele em hipótese alguma. Estava mais feliz do que nunca. Um belo dia recebo a seguinte notícia: "Filha, vamos nos mudar para Porto Alegre." Chorei, esperneei, disse que não ia. Que escolha tem uma menina de 16 anos? Fui obrigada a acompanhar meus pais.

Numa conversa séria com o namorado, decidimos continuar namorando. Na época, viagens de avião não eram tão baratas como são hoje, mas o que são 12 horas dentro de um ônibus quando estamos morrendo de saudade? Nada! E assim foi. Passei um ano inteiro odiando Porto Alegre, meu colégio, meus professores e colegas com todas as minhas forças e viajando para Curitiba em todos os feriados e finais de semana possíveis. E então vieram os primeiros planos realmente sérios da minha vida: 1) terminar o Ensino Médio em Porto Alegre; 2) prestar vestibular em Curitiba; 3) voltar a morar em Curitiba; 4) arrumar um emprego e cursar a faculdade; 5) casar e ser feliz para sempre com meu grande amor.

Seria um conto de fadas se tudo de fato tivesse ocorrido dessa forma. Só que mesmo uma adolescente apaixonada tem seus lapsos de lucidez. Num desses, me dei conta de que Porto Alegre nem era tão ruim assim; que meus colegas também não eram completos imbecis como eu gostava de pensar; e que meus pais não estavam de todo errados ao julgar que sair de casa, trabalhar e morar longe da proteção deles não era uma boa idéia. Aos poucos, me dei conta, ainda, de que a distância atrapalha muito um relacionamento. E que, se eu já não estava tão disposta assim a sair da barra da saia da mamãe para realizar meus planos, era porque talvez o amor da minha vida não fosse de fato o amor da minha vida. Resultado: em dezembro passado completei 10 anos em terras gaúchas. Ainda bem que na época do vestibular, meu pai me obrigou a me inscrever na UFRGS.

Continuando. Comecei a faculdade aos 17 anos e logo vieram novos planos: estudar muito, fazer mestrado, doutorado, trabalhar, ganhar dinheiro e, só depois de tudo isso, casar, ter filhos e... viver feliz para sempre. Aos 19, não mais que de repente de novo, o amor bate à minha porta novamente. Mas agora era diferente! Estava apaixonada de verdade! Agora sim tinha encontrado meu grande amor. E lá se foram meus malditos planos outra vez.

Cheguei ao final da minha graduação com casamento marcado. Em dezembro de 2005, passei na seleção de mestrado. Em janeiro de 2006, chorei litros no Salão de Atos da UFRGS. Em março, chorei mais alguns litros na Paróquia São Manoel, com vestido branco e buquê de rosas vermelhas. A ordem dos acontecimentos sofreu pequenos ajustes, mas os planos não estavam completamente alterados.

Então, a partir daquele momento, eu era uma mulher casada, formada e empregada. Tudo sob controle. O próximo passo era óbvio: filhos. 25 anos é uma ótima idade para ser mãe. Esse era o novo plano. Casei aos 22. Três anos pareciam tempo suficiente para o casal se organizar e curtir a vidinha a dois antes da chegada do primeiro rebento. Certo?

Certíssimo. Plano perfeito, se não fossem os problemas externos e internos que a gente sempre acha que vai conseguir superar, mas, quando se dá conta, já é tarde demais. Com muita tristeza e frustração, vi meus planos irem por água abaixo mais uma vez. E, logo após completar os tais 25 anos, estava solteira novamente.

Hoje...

Aos 26, permaneço solteira, trabalhando, estudando, me divertindo. Algumas amizades mantidas e cultivadas com carinho. Novos amigos sempre bem vindos e também cultivados com carinho. E os planos? Desisti de fazê-los. Tenho minhas metas e me esforço para cumpri-las. A diferença é que as metas são a curto prazo. A vida é dinâmica demais. De nada adianta decidir o que vai ser dela daqui a 5, 10, 15 anos, se não temos a menor idéia do que vai acontecer nos próximos 30 minutos. O amanhã não passa de uma ilusão. O que existe é o HOJE, o AGORA. Afinal de contas, o futuro depende exclusivamente do que faço no presente. E o presente é cheio de surpresas.

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá...

Chico Buarque

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Annoying Orange

Quem disse que não podemos nos divertir com coisas aparentemente estúpidas e sem sentido?



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Xuxa só para Claudinhas

Aham, Cláudia... senta lá! Mas quem é essa Cláudia? Essa guria se tornou parte da minha vida e da vida de muitos amigos meus, especialmente naqueles momentos (nada raros, a propósito) em que alguém quer expressar dúvida, desprezo, pouco caso por qualquer coisa dita por qualquer pessoa.

Observando o vídeo que deu origem à expressão, me pergunto:

1)Por que cargas d'água eu passei tantos anos da minha vida louvando a Rainha dos Baixinhos? Sim, eu sou da geração Show da Xuxa e meu sonho era ser Paquita e passear na Nave da Xuxa.
2)Como pode uma pessoa que não tem a mínima capacidade de controlar crianças ter se tornado a Rainha dos Baixinhos?
3)E a tal da Cláudia? Onde será que anda neste momento? Sou uma pessoa muito curiosa mesmo.

Felizmente, cresci, estudei e gosto muito de acreditar que me tornei uma pessoa culta e inteligente. Pra não ser tão radical, confesso que perdi 4 minutos e 17 segundos vendo o vídeo da Claudinha. Só pra sanar a maldita curiosidade. A partir de agora, entretanto, a quem me convidar para perder um minuto sequer da minha vida assistindo a qualquer programa ou filme da Xuxa, a resposta será: Aham, Clau... senta lá... o mais pra lá que tu puder...(livre adaptação by AVs).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ando devagar

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou
Nada sei, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.



Mais uma canção que me inspira. Me chamem de brega, caipira, do que quiserem. Mas não percam o vídeo do Almir Sater. Essa música é pura poesia e uma grande verdade.




Saudade

Três anos de trabalho, brigas, conflitos... mas, acima de tudo, muita alegria e muita diversão. Saudade de vocês, minhas pestinhas! Não esqueçam a profe aqui!



Julieta

Essa eu descobri no ano passado e me apaixonei imediatamente. Um dos poucos casos de amor à primeira vista da minha vida. Julieta Venegas!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Deixa

Sempre encontro muitas relações entra as canções que gosto de ouvir e momentos específicos da minha vida. Para hoje, sambinha bacana do Baden Powel:

Deixa
Fale quem quiser falar, meu bem
Deixa
Deixa o coração falar também
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Então a gente deixa, deixa, deixa, deixa
Ninguém vive mais do que uma vez
Deixa
Diz que sim pra não dizer talvez
Deixa
A paixão também existe
Deixa
Não me deixes ficar triste